• carolpanesi

Atualizado: 10 de jun.

Um novo canto

acaba de nascer

uma ode à Liberdade

de ser, sentir

e de viver


Oh voz da alma

pulsa sem medo

o chefe da prisão

abro o peito

liberto o coração


Sereno o passo

respiro fundo

afrouxo o laço

solto tudo

o canto, a fala, o abraço


Ah Liberdade

como é bom te sentir

nada pra esconder

abandono a jaula

sem qualquer padecer


Seguirei cantando-te

dia após dia

com coragem e alegria

de sorrir, de amar

de sentir e ser o que se é


28/2/22






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  • carolpanesi

Atualizado: 10 de jun.


Quem sou eu?

Artista, louca, curandeira…

Procuro-me inteira,

a mergulhar no plexo solar.


Chakra terceiro.

Sede das minhas memórias

De agora, de outrora,

e de outro lugar.


Memórias fragmentos,

que trazem detentos sedimentos ancestrais.

Como um âmbar, fossilizando pensamentos,

cristalizando em imagens, Eras imortais.


Encontro-me artista,

Num teatro sem paredes.

Esculpindo minhas sombras,

Sob um filete de luz.


Elemento fogo, apetite voraz

Da emoção, uma porta de entrada

Digna de atenção e vigilância

A cercar território, impedindo invasão.


Sigo o rastro de mim mesma

Num labirinto faminto de respostas,

Onde mesmo a mesa posta, só eu posso me nutrir


Encontro a ninfa guerreira,

A criança e a anciã curandeira

Três faces de um autêntico quebra-cabeça.


A desejar como oferenda as peças,

Num entrelaçamento quântico de afetos,

Pedaços de histórias sem fim nem começo

Apenas um meio, um caminho por si só completo.


Alinhavando lembranças

Acolhendo as faltas camufladas de excesso.


Talvez um citrino pudesse expandir

A abundância de um ser divino,

A me investigar, com a força do amarelo, solar

Com a sustentação de uma calcita,

E um crisoprásio que não me deixa desistir.


Longínquas memórias da Unicidade, perplexa.

Minha mente se encontra rachada,

Polarizada, dual, a devanear

Num esboço insano e ilusório, cor de açafrão

Consciência entrecortada

Como um diafragma, que me divide

pragmaticamente entre o céu e a terra,

Como a corda de um violino

Que atravessa um humano coração.


É… Cá estou um pouco louca.

Na ousadia imperial de um topázio,

Alaranjado como meu quintal,

A abrir espaços e a criar.

A pesquisar minha origem, a investigar raízes,

A vasculhar segredos, denominar os medos,

Num misto de anamnese com efeito placebo

Num balé de morde-assopra

Que cutuca, amplia, sufoca.


Quem sou eu?

Sou um punhado do Todo,

Elixir das estrelas

Sou poesia,

Sou da teia, o fio

Sou uma face tua,

Bordadeira de memória,

A recordar a minha, a tua,

a nossa história.


20/02/22





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  • carolpanesi

Atualizado: 10 de jun.


Sou tudo que contemplo

Sou árvore, sou vento

Sou pássaro, sou flor

Sou brisa, sou grama

Sou passagem

Paisagem momentânea.


Sou fogo, sou ar

Sou cada elemento

Integrada, íntegra, inteira,

Em movimento.


Sou folha, sou galho, sou grão

Sou flauta, sou canto, sou Som.

Sou tempo expandido no espaço

Amor diluído em gotas de orvalho.


Sou tudo que contemplo

Presente, semente,

Ser senciente

impermanente.

Sou momento.


Sou coruja, sou loba

Serpente

Eu,

Semi-deusa, semi-humana

Reptiliana.

Meio bicho, meio gente

Árabe, índia, cigana.

Selvagem

Sou margem, sou corpo

Contorno.

Sou pele

Sou dança, sou arte

Sou um pouco de tudo

Do Todo, uma parte.


Uma bruxa, uma santa.

Profana, Lunática

Sou tudo o que me atravessa

Me torce, contorce

Me abre, me fecha.

Transtorna, transborda, derrama.

Sou ciclo, sou livro,

Sou flecha.


Sou tudo que contemplo

Sou todas as cores,

Aromas, odores

Sou sangue, sou seiva

Sou dor, suor

Sofrimento.


Caçadora, coletora

Guardiã, protetora

Filha, irmã

Aluna, professora

Sacerdotiza

Poetiza.


Sou esfera, mistério

Ponte entre reinos

Magia, sonho, poesia

Feiticeira.

Sou noite, sou dia

Sou tudo que contemplo

Sou morte, sou vida

Mulher renascida,

Parida.


Sou lama, sou lava

Sou musgo, fungo

Sou também submundo.

Sou mata, sou rio

Sou chuva, sou frio

Sou pedra

montanha

Salamandra.


Tenho asas, tenho bico

Tenho penas, tenho patas

Sou fada.

Poema.

Sou planta, sou fruta

Sou formiga, sou aranha

Sou estrela, poeira.


Sou rima.

Sou da floresta, a medicina

Sagrada, divina!

Sou tudo que contemplo

Sou extensão do Criador

E sou também seu desdobramento.


25/05/22




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